10 – POEMA SUMULAR AO BISPO EMÉRITO NAZAREANO

O BISPO EMÉRITO NAZAREANO

Dom José Maia Pinheiro, nosso Bispo Nazareano, teve seu pedido de aposentadoria aceito pelo Vaticano com a seu conseqüente afastamento do cargo de Bispo Diocesano de Bragança Paulista . A partir de então torna-se Bispo Emérito da Diocese, mantendo o seu vínculo com a Igreja Católica e pretende dedicar-se à vida missionária que sempre apreciou, viajando por outras comunidades brasileiras e estrangeiras.
Em sua homenagem, um simples poema por mim escrito.
Oscar Pinheiro

POEMA SUMULAR DO INSÍGNE BISPO EMÉRITO
DOM JOSÉ MARIA PINHEIRO

Dom José Maria Pinheiro,
Com muita honra, nazareano é.
Eis porque ele é chamado,
Dom José, o Bispo de Nazaré!

Ainda na aurora de sua vida,
Em meados do século passado,
Pelas mãos de seu pai, Joaquim Pinheiro,
Ao seminário São Roque foi levado.

Depois de anos de estudo e oração,
Longe da família e enclausurado,
Pelo Cardeal Agnello Rossi
Como sacerdote foi ordenado.

Vigário na Igreja da Consolação,
Pároco de Santo Estevão na Penha,
Novamente por D. Paulo foi chamado
Para exercer outra nobre função!

Secretário da Cúria Metropolitana
Exercia o cargo com dedicação,
Até que, recebeu um pedido do Amazonas,
Para o Cardeal enviar um Padre à região,

Diante da dificuldade de achar voluntário
Para aquela longínqua e árdua missão,
Dom José, antevendo sua fé missionária,
Num ato decisivo, ofereceu a sua indicação.

O Padre José, sentindo bater forte seu coração,
Na sublime missão de o evangelho pregar,
Não obstante o distinto cargo de Vice-Chanceler da Cúria,
Foi insistente suplicante, para ir ao norte evangelizar.

Recebida a autorização, para o Amazonas viajou,
E na Prelazia de Itacoatiara, sua residência fixou.
Com dedicação ao Bispo Jorge Marskell auxiliou,
E aos amazonenses e indígenas a palavra proclamou.

Por longos dez anos, pelas águas amazônicas navegou,
E pelas selvas, florestas, vilarejos e nos igarapés de rio,
Muitas missas, batizados e casamentos celebrou,
E aos pobres povos ribeirinhos, a fé cristã difundiu.

Transformou sonhos e desejos em realidades,
Daqueles povos relegados em seus matagais,
Deixando o conforto e sossego das cidades.
Aventurando pelos rios e seus pantanais.

Vencido o tempo e prestes à São Paulo voltar,
Eis que novo pedido de outra necessitada região,
Rondônia, pedia um bom padre para evangelizar,
Mas que tivesse pendor missionário e vocação.

Outros longos dez anos se passaram
Na Diocese de Guajará Mirim, região de Colorado,
Viajando em canoas, barcos e voadeiras,
Levando a palavra, visitando os povoados.

D. Geraldo Verdier, Bispo de Guajará-Mirim,
Francês, mas brasileiro por opção naturalizado,
Pediu ao Papa a promoção do Padre José a Monsenhor,
Em reconhecimento aos serviços prestados.

Em abril de 97, exatamente no Dia do Índio,
Na sua cidade natal e na Igreja de Nazaré,
O Monsenhor foi nomeado e sagrado Bispo,
Por decisão papal, vinda da Santa Sé.

Em 2003, após vinte anos na Amazônia,
Dom José, por D. Cláudio Humes é chamado.
Retorna, para ser pelo Papa nomeado,
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo.
,
Despede-se de Rondônia, de Guajará e de Colorado,
Quando D. Geraldo Verdier, muito emocionado,
O proclama como filho daquela região,
E o povo rondonense o adota como irmão.

D. Geraldo na despedida de D. José assim disse:
Meu coração hoje chora, como cai a chuva aqui agora,
Se pudéssemos, daríamos para levar, nossa Biodiversidade,
O verde de nossas matas, todo nosso amor e nossa amizade.

Em maio de 2005, o Papa João Paulo II,
Nomeou D. José para a Diocese de Bragança.
Realiza-se o dito: O bom filho sempre a casa torna,
Não esquece os seus e nem sua terra de infância.

Assim foi e ainda é o desempenho do BISPO EMÉRITO NAZAREANO

Dom José Maia Pinheiro, nosso Bispo Nazareano, teve seu pedido de aposentadoria aceito pelo Vaticano com a seu conseqüente afastamento do cargo de Bispo Diocesano de Bragança Paulista . A partir de então torna-se Bispo Emérito da Diocese, mantendo o seu vínculo com a Igreja Católica e pretende dedicar-se à vida missionária que sempre apreciou, viajando por outras comunidades brasileiras e estrangeiras.
Em sua homenagem, um simples poema por mim escrito.
Oscar Pinheiro

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *